terça-feira, 24 de abril de 2012
Poesia: Diolino D'Brito
Liberdade - Dasapegue-se do Passado Para ser Livre no Futuro.
Das savanas como leões a correr.
Entre espinhos de favelas a esquivar-se ou perecer, nos escuros becos dos triturados "arranha-céus" colina a baixo a descer.
Do outro lado, muros a cair, pelas sociedades, outros, bestialmente inexorável teimam em subir.
Assim, do descaso, os daqui como os de lá, inquitos se flagelam. Pensamentos a vagar.
Do trilho, o estampido a ensurdecer aguça lhes os sentidos, no solo, ferro a cravar.
O urro, o grito, o pulo, o contorcer, adança e a canção é pela liberdade apulsar, se no coração não chegar, da cabeça esse som não mais cessará...liberdade camarada... liberdade venha cá... ao se erguer, logo pela manhã, antes mesmo do primeiro chá...Liberdade venha cá.
Talvez, mesmo antes de, no pinico se agachar.
Queira e deixe as amarras para lá.
Derrube conceitos ou pré... que ainda em sua cabeça pode estar, muros que em sua mente teimam em vagar, e no subconsciete se fixar...liberte-se queira, dance e venha gingar.
Salve, salve. Aleluia e saravá. De Jesus a Oxalá. Liberdade, para com os santos conseguir sambar.
Liberdade, liberdade. ALELUIA irmão, mas, também SARAVÁ.
Ficar de bico porquê? Faça como a donzela, deslize na magia do tempo... Tempo venha sambar!
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