segunda-feira, 11 de maio de 2015
Ansiedade:
Cuidando dos sintomas para não cair na armadilha da depressão.
Por Me. Diolino d’Brito
Olhar-se no espelho a qualquer hora, seja dia ou noite, pode não ser muito fácil para pessoas em momentos de angustia ou desilusão “contínua”. Em tal situação, muitas vezes a fuga de si e do resto que o mundo pode representar, parece ser a medida mais confortável para parte do consciente do cérebro em momento de tamanha pressão.
Para um dos grandes mestres que tive na minha carreira profissional, academicamente falando. O ser humano tende a se superar quando ele é pressionado a produzir algo. Neste sentido, entendo que esta frase soa mais como uma forma desafiadora para a própria superação. Onde os limites potencialmente alojados nos neurônios ainda não estimulados pelo protagonista são questionados. Podendo então, ter ou não uma resposta positiva para o que lhe resta de imagem corporal.
Em oposição, o questionamento de forma descabida pode ter efeito devastador para o sub julgado. Neste caso, aquele que deveria servir de orientador passar ser o algoz. Logo, tornando-se o principal inimigo, as vezes, quando tal fato ocorre pode ser por descuido ou como é mais corriqueiro, por despreparo profissional dos falsos lideres, que mal se gerem, e passam a gerir de forma predatória sem qualquer critério ou mesmo ética.
Pessoalmente acompanhei inúmeros casos em que A ou B passa de cargo X para Y, começando a agir como se fossem o próprio empreendedor do Terceiro Reich. Como espectador, vejo pessoas se trancafiarem por semanas em Guarda-roupas, outros simplesmente não mais aparecerem às reuniões, nem mesmo para trabalhar. Deixando toda vida a esmo, como se nada mais importasse. Caindo na armadilha da desconfiança na qual foram induzidos a pensar de que não eram capazes de produzir algo de bom, ou de útil. Não bastasse os incontáveis casos de colegas que tentam galgar voos bem mais altos que os próprios sonhos e ou ilusão de ascensão no trabalho. São inúmeros os casos de alunos que rotineiramente nos traz relatos das desventuras profissionais de quando eram isso ou aquilo. Outrora, quão eram importantes, hoje, quase substratos retalhados das camadas sociais. Que agem sem piedade no pouco de poder que lhe deram e que são induzidas a acreditarem que são protagonistas. Com isso leva o outro ao estresse extremo. Cegos, cavam o “murundu” donde logo também se alojará. Caindo na prematuramente na própria armadilha.
O estresse do cotidiano é um dos principais fatores que, hoje, desencadeiam quadros de ansiedade ou vise/versa. Cada vez mais comum na dita sociedade moderna, essa devastadora doença pode provocar queda na produtividade, afetando o organismo de forma holística.
Para alguns, o estresse é causado pela ansiedade que é gerada por desconforto e sentimentos reprimidos ao longo de uma vida. Normalmente tal sentimento ou sensação é decorrente de desilusões de forma indiscriminada. Noutro momento é potencializada de forma somática podendo se revelar num momento mais corriqueiro onde haja qualquer menção ao estresse. Em que o indivíduo precise se expor. Perversamente agi sem marcar hora ou local, nem mesmo se relacionar com um ou outro tipo de situação estressante.
Obviamente se as pessoas tivessem um pouco da atenção às relações; intrapessoal e extrapessoal, tais males talvez não tivesse ação tão devastadora neste século. E a tão falada qualidade de vida fosse praticada de fato. Com isso, a demagogia fosse extirpada do convívio humano permanentemente. (...) Mas.., já seria pedir demais.
Porém, como já disse anteriormente tudo nos leva a crer que a maneira menos nociva para evitar e ou controlar o estado de euforia estar relacionado com o não ser sedentário. Onde, deveríamos repetir os costumes dos nossos antepassados imitando seus passos, nos locomovendo em longas ou curtas caminhadas. Isso por si já seria suficiente para o que chamamos de Mal d’Alma não torturasse tanto nossa mente. Entretanto, meu “Camaro” que tanto custei para comprar não pode ficar na garagem enferrujando. Que se dane e apodreça minha alma. Vou mesmo nele pra padaria, mercado, na casa da vizinha que fica a menos duma quadra da minha, pararei em fila dupla pra deixar meu pupilo na escola. Que outros se danem e façam o mesmo... aí todos usufruem do mesmo BOJO.
Sendo assim, podemos encontrar nas práticas esportivas o meio paliativo e permanente para nos auxiliar nesta jornada tão necessária. Praticada de maneira bem orienta, são essenciais, ajudando a diminuir os sintomas de ansiedade, trazendo bem-estar, refletindo na boa qualidade de vida.
A prática de exercícios físicos regulares estimula o organismo a produção de endorfina, responsável por causar sensação de bem-estar. Controlando, aliviando e normalizando os níveis de ansiedade. A noradrenalina e a serotonina, também são responsáveis pelo equilíbrio do humor, são estabilizadas a partir da atividade física. Com a vida esportiva ativa são notórios os benefícios proporcionados pela melhora estética, que pode contribuir para autoconfiança e a autoestima.
Para ajudar no combate à depressão, indica-se a prática de atividades físicas aeróbicas moderadas (frequência cardíaca de 60% a 80%) de três a cinco vezes por semana. Caminhadas curtas também ajudam, mas para um efeito prolongado é recomendada a atividade física regular. Aulas dinâmicas e bastante animadas como danças, capoeira com seu ritmo peculiar proporciona a produção de endorfina.
O exercício físico liberta no cérebro substâncias, as endorfinas, que proporcionam uma sensação de paz e de tranquilidade; são neuromediadores ligados à génese do bem-estar e do prazer. Por ser um potente libertador de endorfinas, o exercício físico cria a boa dependência quando praticado regularmente, e faz falta como faria qualquer outra substância associada ao prazer. O exercício físico é altamente eficaz no combate ao stress e ansiedade, e quando é moderado e regular, descontrai o corpo e ativa o sistema imunitário.
O desporto pode ajudar a tratar depressões e esgotamentos nervosos quando praticado regularmente e com alguns cuidados especiais. A libertação de endorfinas, somada à melhoria na autoestima proveniente da sensação de estar a fazer algo em benefício da própria saúde. O exercício é muito eficaz para combater o stress por ter um efeito relaxante, por favorecer uma descontração mental e ajudar a pessoa a afastar-se temporariamente dos problemas e da tensão. O que sempre reforço é, mesmo que eu tenha sugerido estas práticas, o mais prudente é fazer algum esporte que lhe dê prazer, onde você se sinta realmente feliz. Se não souber, experimente: Capoeira, Karatê ou as danças de salão.
Diolino d’Brito
Prof. Educação Física
Mestre Em Ciências Sociais
Mestre de Capoeira
Professor de Dança
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