sexta-feira, 8 de maio de 2015
Entendendo o Estresse: Meu Corpo é o Reflexo daquilo que faço.
Entendo o que pode levar ao estresse:
Sintoma UM:
Fase do estresse positivo, causando euforia levando a pessoa a acreditar numa possível motivação ao “labor”. Tornando-o mais frágil. Normalmente esse estado dura poucas horas. Segundos especialistas, quando essa fase dura por algumas semanas. Certamente haverá uma evolução no sintoma.
Sintoma DOIS:
O corpo passa a agir como se estivesse sofrendo algum perigo. Portando, canalizam toda energia vital ao bom funcionamento das células, para a produção de hormônios, relacionados ao estresse. Como Cortisol, adrenalina e noradrenalina. Aparecendo assim, como sintomas, o aumento da pressão arterial, dificuldade digestiva, queda de cabelos, azia, gastrite, desanimo, unha fracas, sonolência, entre outros. Podendo desencadear inúmeras doenças.
Sintoma TRES:
Falha na produção dos hormônios essenciais no combate ao estresse determina a gravidade e evolução do estado de fadiga do sistema orgânico. Evidenciando, algumas patologias. Como dificuldade de memorização, crises de enxaqueca, acne, aumento da sudorese em repouso, palpitações, irritabilidade.
Quarto sintoma:
Segundo Armando Ribeiro ( Psicólogo) Apud, Mirtyani Bezerra, o quadro do indivíduo pode se agravar e ser acometido para a síndrome ou fase de Burnet (esgotamento total). Os especialistas afirmam que é nesta fase que as doenças se instalam “no debilitado sistema orgânico da pessoa”. Externando, o diabetes, a hipertensão, obesidade, problemas intestinas, infecções, distúrbios de memória, e dores articulares.
Tais sintomas, para mim, se torna quase corriqueiro no convívio e trato com pessoas, ha mais de vinte anos orientando-as em sala de aula de educação corporal para saúde. Nas unidades do SESC São Paulo com a GMF (Ginástica Multi-Funcional), e noutros locais, com a Capoeira e a dança. São raros os dias que não preciso tentar convencer alguma pessoa a permanecer pelo menos cinquenta dias de treinos contínuos. Isso, para que ela, com nosso auxilio, possa sair de tal estado, já quase de demência. Entretanto, alguns dos principais problemas é essa pessoa , potencial aluno, identificar a atividade que se sinta bem. Ou, então, sentir que a atividade ofertada faça parte do seu cotidiano. E ela sinta fazer parte deste nicho esportivo ou cultural. No nosso caso, cabe-nos orientá-la, já que nosso leque de modalidades é vasto. Porém, em locais em que o leque de opções não seja abrangente, a situação pode ser desfavorável. Pois as vezes, a modalidade ali, oferecida não faz parte do contexto cultural do indivíduo, neste caso pode ser um fator delimitador para sua inserção. Não que o desconhecido ou diferente não possa ser bom. Porem; com tantas possibilidades, negar suas raízes talvez seja cair num precipício cultural de onde não se consegue sair. Não vejo como problema na pluralidade de ofertas. O problema é não dar a possibilidades de escolha.
Lógico, torna-se quase impossível, ofertar tantas modalidades. Porém, num país multicultural, deveríamos primar pelo saber local (nativo), fortalecer laços pessoais por meio da própria cultura. Aproximar esta pessoa de suas origens, quem sabe, ela conhecendo a própria história, possa de fato olhar nos olhos pelo reflexo do espelho e si conhecer. Com isso revelar para ela os verdadeiros motivos das angustias, pessoais. Em se aceitando, talvez descubra suas potencialidades, servindo como base, à resistência para galgar seus sonhos mais distantes.
Pois, para qualquer tratamento, Pré, Pós ou em fase aguda, para se trabalhar com sintomas de depressão, o movimento corporal é o melhor caminha. Sendo consenso entre distintas áreas, assim afirma: Bezzerra apud, “ Alberto Gotfryd (ortopedista) ele acrescenta que é essencial a prática de uma atividade física prazerosa. "A pessoa precisa ter uma válvula de escape que não esteja ligada ao trabalho, um hobby, um esporte. Se o hobby da pessoa não está relacionado à atividade física, ela precisa descobrir uma de que goste, que exija do corpo. É essencial para o alívio das tensões causadas pelo estresse".
Mesmo não sendo um professor de Educação física, Gotfryd, recomenda exercícios de fortalecimento na musculatura do tronco, exercícios de estabilização, como pilates, e os aeróbicos de baixo impacto, como bicicleta ergométrica, caminhada e natação. Mas ele afirma que nada disso vai adiantar se a causa inicial não for mudada. "Tem que tratar o problema na raiz. É preciso que haja um esforço do paciente para diminuir a auto-cobrança. Mas essa não é uma tarefa fácil para quem é acostumado a trabalhar em um ritmo estressante, tendo que cumprir metas. É muito difícil mudar o estilo de vida". Neste sentido acrescento, jogos lúdicos, danças, capoeira ou outra arte marcial que lhe agrade ou que tenha paixão. Pois, não basta fazer por obrigação, é preciso paixão pelo que faz.
Pois na ausência do prazer de viver, ,muitos “optam” pelo afastamento do trabalho. E pode não ser a melhor escolha. Sair do trabalho pode não ser a solução. "Em geral, largar o trabalho também pode ser uma grande fonte de estresse. Assim, a melhor abordagem deve ser a adequação do trabalho e do estilo de vida da pessoa a práticas que não afetem negativamente a sua saúde", aponta Paulo Camiz, por Bezzera.
Para o psiquiatra Edson Hirata, apud Bezerra, do hospital Santa Cruz, afirma, no entanto, que é preciso haver mudança também na estrutura e na condição de trabalho. "Se não melhorar o trabalho, a organização e as condições, o trabalhador não vai melhorar. Nesses casos, ele precisa tentar modificar a sua realidade laboral.
Concluo, alertando para você que se identifique com qualquer desses sintomas, revolucione sua vida. Mesmo que seja de maneira simples. Porém, toda mudança, reque atitude, e cair no estresse pode levar a depressão, e isso revela total falta de ânimo e atitudes positivas, não se deixe levar... reaja.
Abraço.
Me. Diolino d’Brito
Prof. Educação Física
Mestre de Capoeira
Mestre em Ciências Sociais.
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